BEM-VINDO!!!

Aonde fores, por onde fores, encontrarás palavras. Nem sempre tão belas. Mas podes torná-las melhores que
são. Um abraço! Marcio Campos

domingo, 7 de novembro de 2010

Meu poemas



Nós


Doce momento do primeiro encontro
Saber que o amor esperado
Fora encontrado
Aguardar mais
Valeu a pena
Na cama, lado a lado
De mãos dadas
Carícias trocadas
Bocas mudas diziam palavras
Anunciando o nosso amor
Os olhos umedecidos
Cantaram a alegria do desejo
Enquanto o roçar das pernas
Prenunciavam o gozo do amor
Corpos molhados
Respiração ofegante
Explode o prazer
Eu e você
Um só
Num só
Extasiados de amor.
18/02/2006








Separação


Um vazio
Uma dor
Uma tristeza
A decepção


Um amor
Uma paixão
Um encontro
O desencontro


Um carinho
Uns beijos
Um tchau
O adeus


Um toque
Um abraço
O suor
O prazer
A saudade.


29/07/2006




Quando a luz se apaga...


É preciso Renascer
Fazer Brotar das cinzas
Quando não mais fértil
O solo está...
É preciso Reerguer
Escalar as ásperas pedras
Quando não mais limos há
É preciso Reacender
Assoprar as mínimas faíscas
Quando mais forças
O ar levar
É preciso Respirar
Espalhar as nuvens negras
Quando não mais o sol
Da esperança Brilhar.


30/08/2006




Saudade


Louco mundo de paixões
Insano desejo de amar
Crente poder de satisfação
Amargas ideias de prazer
Fugidias emoções de vida
Momentâneas delícias de liberdade
Ameaçadoras energias de sofrimento
Insensatos suores de ilusão
Resistentes arrepios de entrega
Aliadas cicatrizes da dor
Autônomos resíduos do gozo
Profundas intrigas de toque
Intensas lembranças de passado
Ressonante sabor de tempo
Desordenado calor de beijos
De boca vil que alimenta de mel
Doando o céu do amor


30/08/2006












Capital humano.

Tecem os homens teias de falso amor
Em nome do Poder vendem-se e nos vendem
Transformam-nos em troféus e prêmios
Somos mercadoria do capital
Do homem capital
Vermes humanos corroídos pelo vil metal
Somos produto do sonho
De paz, de amor, de solidariedade...
Que nos ensinam como corretos
Para que possa nos enformar
Em formas de metal áureo
Para coroá-los em seu poder
Somos produto do perdão
Que os homens usam para ferir-nos
E continuar em seus festivais
De poder e luxo
Somos produto da honestidade
Cantada em prosa e verso nas escolas
E casas humildes
Para que possam continuar a desfrutar
De nossa ignorância
Somos produto dos bons discursos
Que falam em nome da inteligência
Versados nos templos humanos
Que usurpam nossa credulidade
E transformam-nos em presas
Para a teia do falso amor
Somos humanos?!

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Um comentário:

Elano disse...

Gostei de todos. Mas esse "Lá Lar" mostra o tanto que às vezes a realidade não nos toca.