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Aonde fores, por onde fores, encontrarás palavras. Nem sempre tão belas. Mas podes torná-las melhores que
são. Um abraço! Marcio Campos

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Salgado preconceito


Ando sem rumo...
Não sei que caminho seguir...
O que tenho de melhor você arrancou de mim!
Levou consigo dias e noites de dedicação.
Levou embora sonhos que tive outrora para consigo
Feriu-me fundo n'alma!
Sonhei para você um futuro de amor,
O melhor que eu podia desejar. 
É triste saber que aqueles a quem mais amamos,
 Incondicionalmente, um dia,  irão nos ferir.
O sangue que escorre agora é de um amargo,
De um salgado até então não sentido.
Rasga-me o peito de um forma tão bruta...
É triste ter que chorar dor tão lancinante...
É triste decepcionar-me com quem
Só dei e sonhei amor e carinho.
Em que rumo se perderam minhas palavras?
Em que encruzilhada se perderam? 
Será que a expressão de minhas palavras
Não continham o amor que pensei doar
Será que eram tão frias e férreas
Ou brutas como pedra?
Dar-lhe ia de bom grado meu coração
Para ver-lhe sorrir adiante num mundo de paz.
Num mundo de amor e amados.
Mas preferiste arrancar de mim o amor  
Com o fel do sarcasmo e da traição!
Esperou que virasse as costas para ferir-me.
Palavras quando ditas frente a frente magoam
Mas ditas as escondidas, à  espreita,
Ferem muito mais.
Pena não ter ensinado lhe ser diferente.
Pena não ter sido diferente.
Malhei em ferro frio
Em metal corroído pela ferrugem.
Pela ferrugem do preconceito
Sigo.
Prossigo. Preciso continuar.
Outros estão no caminho...
É preciso deles cuidar...
E se algum mais arrancar de meu coração um pedaço
com certeza não será tamanho o que você levou.
Levaste muitos anos de crença de mim...
O que mais dói é que você também está no caminho
Não ficou para trás como pensava.


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3 comentários:

Cecilia disse...

Poema profundo de tristeza. Quem nunca passou por isso, não tem dor maior, mas, o mais importante é que amores vão e vem, e sempre algo melhor nos espera. Tudo tem uma razão. Passei para conferir as novidades e me deparei com seu lindo e triste poema. Abraços!

FLOR DO LÁCIO disse...

Obrigado pelo comentário Cecília. A vida nos ensina a esperar. Volte sempre.

Drika Fontelle disse...

a dor lancitante do preconceito que fere profundamente a carne profanada.... :( obrigada por compartilhar o poema.