Os dedos perdem o tato
A vida escorre pelas mãos
Entre os dedos correm lágrimas
Nos olhos ressequidos esperança
Na pele o fio do desejo aguarda
A boca teima em querer
O coração, pergunta-te
Os ouvidos, uma resposta, aguardam
Escutam ao longe... nós
O cerebro, razão de dúvida, questiona. O quê?
A língua teima em repetir
As mãos anseiam-te
Os pés seguem... e ti?
As recordações teimam
As horas correm
Os minutos eternos
O corpo, aguarda e freme
Uma lembranca ressurge
Os lábios entumecidos pedem
Ao longe... sinais tímidos enfumaçam
O passado bate à porta
Passos longínquos parecem retornam
A saudade corroe e rói
As palavras não ditas se ajeitam
A música não se cala
Já não há sentidos
O corpo todo aguarda
Espero, a espera...
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